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12 de outubro: Comunidade do Ribeirão dos Correias celebra os 100 anos da aparição da imagem da Nossa Senhora e Jesus

12 de outubro: Comunidade do Ribeirão dos Correias celebra os 100 anos da aparição da imagem da Nossa Senhora e Jesus

Amanhã, dia 12, será a data mais que especial para Comunidade do Ribeirão dos Correias, em Corupá, pois comemorará os 100 anos da aparição da imagem da Nossa Senhora e Jesus, onde hoje está localizada a Gruta em homenagem.

A tradicional festa, que reúne centenas de fieis, iniciará com a procissão saindo da Gruta às 9 horas em sentido a Capela, com a missa às 10 horas.

Segundo o presidente da comunidade Adilson Fossile, é esperado um grande número de fieis. “Este ano é especial, pois comemoramos os 100 anos da aparição da imagem da Nossa Senhora e de Jesus e esperamos que aumento o número de pessoas já na procissão e também na festa que segue o dia inteiro”, explicou.

Após a missa, o publico poderá desfrutar da festa com completo serviço de bar e cozinha. No local além do galpão da comunidade, ainda contará com uma tenda, prevenindo em caso de chuva. Ainda contará com cama elástica e piscina de bolinha, gratuita, para as crianças.

Local: Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Ribeirão dos Correia em Corupá

Data: quinta-feira, dia 12 de outubro

Procissão: saída às 9 horas da Gruta

Missa: às 10 horas

 

A História da fé

Muitas pessoas da comunidade até arriscam a descrever um pouco da História da devoção, já outros, que não são da comunidade nem sabem o porque da gruta, mas para a fé não precisa ter motivos ou razões, é simples, é acreditar.

O senhor Norivaldo Packer (75), foi quem colocou a imagem da Nossa Senhora Aparecida na Gruta, para cumprir um desejo de sua mãe Emma, e também nos explicou como tudo aconteceu.

Segundo Packer, sua mãe teria visto a imagem de Nossa Senhora e de Jesus sobre as águas da cachoeira, onde hoje é a gruta. “A minha mãe sempre falou para nós o que aconteceu, e o que ela e suas primas tinham visto na gruta e por isso resolvi colocar a imagem de Nossa Senhora como uma lembrança e desejo dela”.

A aparição teria acontecido em outubro de 1917, quando as irmãs Emma e Adela Helle e prima Elvira Endla passaram em frente desta gruta e por ter uma linda cachoeira, Emma convidou sua prima para conhecer o local. Ao chegar no local Emma viu Jesus e Maria, e de tão impressionada, não conseguiu nem falar. Elvira que não conhecia o local, pois morava em São Bento do Sul, perguntou a Emma se aquelas imagens estavam sempre ali e ela respondeu que não. Neste momento, Jesus virou a cabeça para o lado de Maria e as três garotas saíram correndo para casa. Emma e Elvira viram as imagens, porém Adela viu somente raios de luzes muito coloridos.

Emma, a mais velha das três, com 13 anos de idade, nascida de 1904, falou o acontecido para seu pai, Rodolfo Heller, que foi até o local, mas nada viu. Passaram-se os anos e Emma casou-se com Jacinto Packer, com quem teve oito filhos, vindo a falecer em 1958.

“Eu me lembro perfeitamente que quando minha mãe falava a respeito desta aparição, seus olhos brilhavam. Ela sempre mencionava o brilho das vestes de Jesus e Maria, um colorido tão lindo que ela nunca mais viu igual, e também os pés de Jesus e Maria flutuando sobre as águas. No entanto ela sempre falou que Jesus e Maria não apareceram lá por acaso, mas para derramar graças ao povo de Deus. Por isso mesmo era sua vontade colocar uma imagem na gruta”, explica Packer.

Devido as dificuldades da época não foi possível concretizar o sonho de Emma. Mais tarde em 1978, Norivaldo, filho de Ema e Jacinto Packer, já morando na cidade de Assis Chateaubriand, oeste do Paraná, resolveu realizar o desejo de sua mãe. “Tomei a iniciativa e com a ajuda do meu pai colocamos a imagem de Nossa Senhora e o Sagrado Coração de Jesus, no local onde se encontra até hoje”, comentou.

“Um outro fato interessante é que quando fui para colocar a imagem lá, conversei com o padre da Igreja Matriz, que concedeu tal permissão, mas aconselhou para verificar antes quem era o dono do terreno, na largura de mais ou menos 100 metros, não havia dono, pois, a colonizadora de terra não tinha vendido esta parte do terreno. Sinto-me muito feliz por ter feito aquilo que minha mãe queria e soube que muitas pessoas já receberam graças”, concluiu.

0 0 518 11 outubro, 2017 Eventos, Notícias Urgentes, Slide outubro 11, 2017

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