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NAUS E GALEÕES:   TRANSPORTE  E  PROTEÇÃO !

NAUS E GALEÕES: TRANSPORTE E PROTEÇÃO !

Nau portuguesa: Grande navio para transporte de carga.

A conquista portuguesa de Celta em 1415, uma cidade islâmica no Marrocos, às portas do Estreito de Gibraltar no norte da África, lhes permitiu controlar a passagem de navios entre o mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico.

Portugal também logo se motivou pelo controle do continente africano e pelo conhecimento de sua costa, fato que exigiu o desenvolvimento de navios mais apropriados para longas viagens, como as caravelas, naus e galeões.

As naus foram utilizadas pela primeira vez por Vasco da Gama, quando ele descobriu o caminho das Índias em 1498. Sua frota era formada pelas naus São Gabriel e São Rafael, além da caravela Bérrio e uma urca.

Enquanto as caravelas eram leves e rápidas, as naus, bem maiores, mesmo com a vantagem de levarem mais carga e oferecerem maior conforto para os passageiros, eram pesadas e lentas, o que as deixavam mais expostas ao ataque de piratas.

Em uma inédita inovação naqueles tempos, as naus eram construídas como réplicas exatas, para permitir a substituição de peças de um navio para outro em mares distantes. Cada nau carregava uma grande quantidade de peças de reposição.

Em função dos grandes recursos necessários à sua construção, a nau raramente foi utilizada por particulares, sendo normalmente patrocinados pelos governos europeus.

Os galeões, um pouco menores, mais leves e mais resistentes que as naus, apesar de também poderem levar bom volume de carga, eram preparados para as batalhas e destinados a defender a frota ou a tomar navios inimigos. Foram desenvolvidos nas primeiras cinco décadas de 1500, podendo chegar a 40 metros de comprimento e a dez metros de largura, sempre armados de vários canhões e de artilharia diversa.

Apesar de as principais estrelas daquele período terem sido as caravelas, naus e galeões, as diversas situações e necessidades fizeram os navegadores europeus utilizarem uma grande coleção de embarcações que tinham disponíveis naquele momento.

As maiores foram os chamados copatenes, esquifes, batéis, barcos, barcas, chalupas, taforeias, gabarras, patachos, pinaças, caravelas, navios, naus, urcas, galeões, carracões e carracas, enquanto que as menores foram as zabras, bergantins, galeotas, esquiracas, fustas, galeras, galeras bastardas e galeaças.

A engenharia náutica da época seguia a todo pano, atuando como pivô da exploração, dos descobrimentos e da expansão geográfica da Europa no século XVI.

 

Fonte:  Livro “1516: 500 anos da chegada dos espanhóis a Santa Catarina – Expedições espanholas pelo litoral catarinense entre 1500 e 1600”