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Vereador Felipe Rodrigues(PSDB) desabafa “Apesar de alguns acertos, as coisas não andam bem em Corupá”

Vereador Felipe Rodrigues(PSDB) desabafa “Apesar de alguns acertos, as coisas não andam bem em Corupá”

Segundo o vereador, o despreparo de algumas pessoas seria o grande vilão

O vereador Felipe Rafaeli Rodrigues(PSDB) recebeu a reportagem do Jornal de Corupá e, numa entrevista exclusiva, avaliou estes meses da administração municipal e a sua participação na Câmara.

Em sua avaliação inicial, Felipe considera que o despreparo para administrar uma cidade forçou o executivo a se cercar de pessoas que o ajudassem nesta missão. Este fato causou o inchaço da máquina, agravado pelos acertos de campanha, que acabou puxando para perto de si, pessoas gratas, mas despreparadas.

Outro ponto que merece consideração é a falta de humildade em reconhecer falhas e erros, além de promover a divulgação de feitos, antes que aconteçam.  É uma administração que tem se colocado acima do povo, ao invés de trabalhar ao seu lado conforme prometido; com certeza esta não é a mudança que o corupaense queria.

O caminho da vitimização não foi a melhor escolha

Se pusermos numa balança os erros e acertos desta administração, infelizmente a balança penderá para o pior lado, e olhe que do lado bom temos avanços positivos obtidos na área social, na condução do Grupo da Melhor Idade e na educação. Mas pesam contra os diversos atos e escolhas equivocadas como o concurso público do ano passado com o chamamento dos ACT’s, a obra da ponte baixa que não está concluída e ainda pode obrigar o município a devolver dinheiro, a situação do postinho da João Tozini que apenas agora viu tramitar o pedido de compra do terreno e teve alteração de projeto em janeiro deste ano, comprovando que o recurso conseguido no ano passado infelizmente foi perdido. Se formos citar todos os problemas entraremos numa lista sem fim, isto sem mencionar erros menores como a quantidade assustadora de erratas de atos do executivo, inclusive na elaboração de projetos encaminhados à Câmara. Sobre a saúde, não devemos esquecer que uma boa parte dos atendimentos fazem parte de programas promovidos pelo Estado e que tivemos acesso graças a atuação do Dr. Vicente Caropreso.

O avaliador maior que temos é o povo; é ele quem julga os nossos atos e aponta satisfação ou insatisfação sobre o que fazemos.

Apesar da falta de equipamentos, temos conseguido uma certa facilidade no acesso ao secretário de infraestrutura que tem se desdobrado no atendimento das solicitações.

A Câmara tem trabalhado muito

Desde sua instalação, a Câmara e as Comissões têm desenvolvido um intenso trabalho e os números mostrados em reportagem feita com o presidente Wilson Jean Gessner são prova disso. O que não pode ser esquecido é que nós não apresentamos indicações “do nada”, elas representam uma vontade popular e nós, vereadores, apenas as transcrevemos e submetemos ao executivo. Outro ponto que não pode ser esquecido é que as sessões representam algo em torno de trinta por cento de nosso trabalho, o restante é consumido no atendimento aos munícipes, na busca de recursos que viabilizem as nossas indicações, e na fiscalização dos trabalhos do executivo. O destaque neste trabalho é que somos vereadores vinte e quatro horas por dia, sendo acessados pela população que nos busca trazendo os seus problemas, seja no mercado, em nossa casa, na farmácia, enfim, em qualquer hora ou lugar.

“Um dos nossos desafios, por exemplo, é tentar achar um meio termo no problema das vistorias dos bombeiros nas sociedades. De um lado temos uma legislação com exigências que prezam a segurança dos frequentadores e nem sempre são possíveis de serem atendidas por algumas sociedades que há muitas décadas funcionam do jeito que se encontram, e lutam no seu dia-a-dia em manter as portas abertas e as tradições, mesmo contando com quadro reduzido de sócios. Como equacionar este problema?” ponderou o vereador.

Tenho aprendido muito

Felipe diz que gosta do que faz e tem se esforçado muito em tentar dosar o seu tempo com a vereança e com a família. Neste ponto o vereador chama a atenção para uma questão importante, “quando o vereador faz o seu papel, ele recebe críticas ou elogios e é acusado de ser situação ou oposição; se dá visibilidade aos seus atos ouve que quer aparecer, se não divulga seus atos, é acusado de nada fazer”, desabafou.

Dizendo ter aprendido muito nestes dezesseis meses na Câmara, Felipe diz que ainda tenho muito para aprender; dentre as coisas que julga ter aprendido é que algumas coisas não valem a pena ficar insistindo e cita o caso do postinho de saúde da João Tozini “insistir neste assunto é burrice, isso já passou, o fato levado à Câmara já cumpriu sua finalidade; o caso da ponte baixa também já está esgotado, se não tivermos que devolver o dinheiro já será bom, e o fato de estar torta passa a ser irrelevante. Só não digam que os vereadores não avisaram.”, ponderou Felipe.

“Eu faria tudo novamente”, disse Felipe

Alegando ter feito uma campanha onde só prometeu trabalho e dedicação, Felipe diz que se voltasse no tempo se candidataria novamente, mas mudaria sua postura na Câmara, em função do conhecimento adquirido que provocou seu amadurecimento. Uma destas mudanças seria quanto ao diálogo principalmente com seus pares, passando a buscar uma postura conciliatória, mas sem desistir de suas propostas.

Um dos projetos de sua autoria e que pretende ver implantado é similar à Câmara Mirim, onde seria trabalhado, nas escolas, valores como cidadania, ética, valores e corrupção, direitos e deveres dos jovens. Este projeto inicialmente foi discutido entre os nove vereadores, mas por divergências no grupo, hoje o projeto é desenvolvido contando com a participação de pedagogas, e em breve será submetido aos demais vereadores.

Felipe não fala sobre o seu futuro

Demonstrando sua humildade característica, Felipe declara que foi eleito e ganha pago para ser vereador por quatro anos e que deve fazer este trabalho com excelência, fazendo o seu melhor.

Ele não gostaria de projetar seu futuro pois ele considera que fazer isso seria como fazer algo esperando um retorno, o que ele não prega. “O ontem já passou, eu o uso como fonte de experiência, o futuro vai depender do meu presente, então eu foco minhas energias nele, no presente, fazendo o meu melhor pois o futuro é incerto, posso não chegar lá”, analisou Felipe. Pela sua ótica, quando o futuro chegar ele escolherá o melhor para ele, sua família e os munícipes, ele acredita que, a partir do momento em que você projeta uma nova eleição, você se arrisca a mudar o seu “presente” para não comprometer este futuro.

“O meu norte é fazer o meu melhor nestes quatro anos, buscando desenvolver ações que promovam a felicidade das pessoas e a melhoria de sua qualidade de vida”, finalizou o vereador Felipe.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

0 0 761 14 Maio, 2018 Notícias Urgentes, Política, Slide Maio 14, 2018

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