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Celesc e Abradee promovem campanha de prevenção contra acidentes

Celesc e Abradee promovem campanha de prevenção contra acidentes

A Celesc Distribuição promove, em parceria com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), entre 5 e 11 de novembro, a XII Semana Nacional de Segurança com Energia Elétrica. Durante o lançamento, na última segunda-feira, 5, foram apresentados dados sobre acidentes com a população envolvendo a rede elétrica no País.

Com a adesão das 43 distribuidoras associadas à Abradee, a campanha É aí que mora o perigo destaca cinco principais situações em que ocorrem acidentes: construção/manutenção predial; ligações clandestinas; brincadeiras com pipa; instalações de antena de TV; e poda de vegetação: “A meta é alcançar 120 milhões de brasileiros, incentivando a cultura de prevenção”, afirma o presidente da Celesc, Cleverson Siewert.

De acordo com o levantamento da Abradee, desde o início dessas campanhas, em 2006, houve queda anual de 16% nos acidentes e 14% na média anual de mortes: “Isso representa, lamentavelmente, 838 acidentes por ano. O setor de construção e manutenção predial registrou 29% dos casos no último ano. De 2009 a 2017, houve 736 mortes em situações relacionadas a esse setor”, diz Siewert.

O investimento em campanhas de conscientização para a população em geral reforça o cuidado necessário no uso da energia elétrica. A Celesc trabalha em várias frentes – interna e externamente. “Isso é um desdobramento do compromisso inscrito em nossos valores corporativos – Segurança e Valorização das Pessoas, especialmente. Investimos muito em ações com estudantes do ensino fundamental de escolas públicas por meio de palestras realizadas por nossos profissionais. Durante essa Semana, ampliamos o trabalho, levando orientação ao público em geral”, aponta o presidente.

Acidentes – No último ano, 863 acidentes foram registrados pelas distribuidoras em todo o País; 252 deles com maior gravidade. Como nos anos anteriores, o principal setor com mortes ocasionadas pelo contato com a rede de energia é a construção e manutenção predial – 29% dos casos no último ano. De 2009 a 2017, o setor registrou 736 mortes por conta desses acidentes.

As ligações elétricas clandestinas, o famoso “gato”, são a segunda maior causa de mortes em acidentes com a rede – representaram 11% do total de casos em 2017. No período de 2009 a 2017, 279 pessoas morreram por contato com os fios elétricos ao tentar fazer as ligações clandestinas.

No mesmo período, houve 136 mortes por contato com a fiação durante instalação de antenas de TV; 127 pessoas morreram enquanto faziam poda de árvores e 77 enquanto empinavam pipa perto da rede elétrica das distribuidoras.

De 2001 a 2017, houve redução de 47% nos acidentes com alta gravidade e 32% na freqüência desses acidentes. Em 2001, para uma população de 171,9 milhões, foram registradas 381 mortes, ou seja, uma morte para cada 451 mil habitantes. De acordo com a Abradee, se essa relação persistisse, em 2017, com população de 207,7 milhões de habitantes, seriam 460 mortes – os registros das distribuidoras apontam 252 mortes: “São números preocupantes. A eletricidade não tem cheiro, não tem cor e pode ser fatal, se não for tratada de forma segura e conseqüente”, alerta Siewert.

No período de 2009 a 2017, nos cinco principais cenários de acidentes houve a perda de 1.355 vidas humanas. Do total, 191 mortes foram registradas na região Norte (8,6% da população brasileira); 382 no Nordeste (27,6% dos habitantes); 538 no Sudeste (41,9% dos brasileiros); 140 no Sul (14,3%); e 104 no Centro-Oeste (7,6%). Veja os dados da Abradee no gráfico.

Por Vânia Mattozo – Assessoria de Comunicação da Celesc