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PROGRAMA MAIS MÉDICOS EM CORUPÁ

PROGRAMA MAIS MÉDICOS EM CORUPÁ

Decisão do governo federal atinge principalmente os pequenos municípios brasileiros

 

Um dos assuntos que tem dominado a pauta dos veículos de comunicação e provocado acalorados debates pelas redes sociais trata do programa Mais Médicos, um programa lançado em julho de 2013 pelo governo Dilma, com o objetivo de suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil, e que recebeu endurecimento do nosso governo federal com a exigência de alteração no relacionamento entre o governo cubano e seus profissionais que atuam no Brasil. Segundo o governo brasileiro, os médicos cubanos recebiam apenas algo em torno de trinta por cento do salário a que tinham direito, ficando o restante para o governo de Cuba. Além disso estes médicos eram proibidos de trazer suas famílias, numa garantia de que não pediriam exílio. Outro ponto exigido pelo nosso governo era de que os profissionais que estes profissionais deveriam ser submetidos a exame que validasse seu diploma e atestasse sua capacidade em atuar na área; procedimento normal e legal, que deixou de ser exigido atendendo autorização do STF-Superior Tribunal Federal, numa decisão bastante questionada e questionável.

 

O início do programa

O Brasil possuía cerca de 388 mil médicos, numa proporção de aproximadamente dois médicos para cada mil habitantes. Apesar de ser considerada uma boa relação, a distribuição desigual que havia no Brasil provocava contrastes como a existência de vinte e dois estados com índice inferior à média nacional, enquanto o Distrito Federal e os estados de São Paulo e Rio de Janeiro possuíam taxas bem acima desta média. Uma ideia da situação crítica era a dos estados de Maranhão, Pará e Amapá que sequer tinham um médico para cada 100 mil habitantes.

O programa levou 15 mil médicos para as áreas onde faltavam profissionais. O formato da “importação” de médicos de outros países foi alvo de duras críticas de associações representativas da categoria, sociedade civil, estudantes da área da saúde e inclusive do Ministério Público do Trabalho. Apesar de exposta na época, apenas agora foi dado ênfase em alguns detalhes da parceria firmada entre Brasil e Cuba, sendo tornado público e confirmado as condições de trabalho dos profissionais cubanos, impostas pelos governantes de seu país.

 

Mais Médicos em Corupá

De acordo com Jussara de Carvalho, secretária interina da saúde de Corupá, hoje o município possui três profissionais contratados pelo Programa, são os cubanos Dr. Israel e Dra. Mariany, e a brasileira Dra. Eva. O Ministério da Saúde paga o salário destes profissionais e a contrapartida do município é custeio da moradia (incluindo móveis) e alimentação. Os médicos que atendem em Corupá moram em apartamentos locados e mobiliados pela prefeitura, além do auxílio alimentação mensal no valor de setecentos e oitenta reais. Toda a parte de transporte aeroporto/Corupá e vice-versa deve estar sempre disponível e ofertado também pela prefeitura. Os profissionais que atuam em nossa cidade são dispensados para se aperfeiçoarem no idioma e estudarem assuntos relacionados à profissão.

Na última terça-feira(20), a Dra. Mariany já retornou ao seu pais de origem e o Dr. Israel foi comunicado para retornar a Cuba até o dia dez de dezembro. “não estamos agendando consultas com o Dr. Israel por que não temos garantia de que não solicitem seu retorno antes da data prevista”, explicou Jussara.

O Ministério da Saúde abriu edital para inscrição de médicos brasileiros no Programa e as inscrições seguem até hoje(23) mas dificilmente serão preenchidas por profissionais brasileiros, as mais de treze mil vagas existentes.

“Em Corupá, ao mesmo tempo que aguardaremos o resultado desta semana de inscrições no processo do Ministério, também já iremos lançar chamamento dos classificados no Processo Seletivo que ainda está em vigência, tentando minimizar o impacto desta situação na população corupaense”, finalizou a secretária.