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Com Muay Thai aperfeiçoado, corupaense retorna da Tailândia

Com Muay Thai aperfeiçoado, corupaense retorna da Tailândia

Foram muitos desafios: outra cultura, fuso horário, alimentação, e principalmente saudades de casa. Todos superados a um propósito, aperfeiçoar as técnicas e trazer para a sua cidade o mais puro possível da terra origem do muay thai as técnicas da luta milenar.

O atleta e treinado Luciano Gracindo da Silva, 45 anos, retornou ao município na última sexta-feira, 03, após trinta dias no país que é o berço no muay thai, a Tailândia, com uma bagagem invejada por muitos dos apaixonados pela arte.

Treinos intensos

Exatamente no dia 03 de abril que o atleta corupaense embarcou para a Tailândia, onde dedicou dias intensos de treinos. O desembarque foi em Bangkok, capital daquele país, após 24 hora de viajem e mais de 17 mil quilômetros de distância.

Após seguiu para a cidade de Phuket onde início os seus treinamentos junto a equipe Phuketfighchub acompanhado de outros atletas de diversos países. Onde dedicou uma semana aos ensinamentos.

Depois, ele viajou para Chinang Mai, onde treinou mais sete dias com o mestre Manop, na Manopgym. Em seguida, na terceira semana de ensinamentos, junto ao mestre Tang, que inclusive foi o responsável pelo convite ao corupaense para essa passagem na Tailândia, quando ministrou um seminário em Corupá, em 2018.

“Os treinos iniciavam cedo com uma corrida de aproximadamente uma hora, em jejum, depois fazíamos a refeição da manhã e seguia para o treino, que sempre era uma luta, uma disputa, é claro com todos os equipamentos de segurança, mas muito intensas. E seguia até próximo ao almoço, após a refeição era o descanso. Lá pelas 4 horas da tarde o segundo treino do dia. Treinávamos de tudo, chutes, socos, defesa, muita postura na luta e respeito pelos colegas. Lá todos são muito humildes e não importa quem seja”, descreveu Luciano Gracindo da Silva.

Cultura

Silva descreveu como um país com muito respeito e humildade, os tailandeses não mediam esforços em ensinar o brasileiro. “Fui muito bem recepcionado, sempre tentando ajudar, mas muito exigentes, principalmente no respeito”, descreve.

No fuso horário e a alimentação Silva teve muitas dificuldades em adaptar, mas com o passar dos dias foi melhorando. “Senti muito o fuso horário, no primeiro dia na Tailândia dormi, pois estava muito cansado, nos dias seguintes foram muito complicados, pois temos um fuso de 10h. Agora nas últimas semana já conseguia dormir melhor, mas dormi horas seguidas não consegui, sempre acordava. Na alimentação também foi complicada, eles não utilizam sal e nem açúcar, nem comem açúcar praticamente o que tem é para turista, mas as comidas são muito apimentadas e porções muito pequenas comparadas o que comemos no Brasil. Eles têm o costume de comer muito pouco, somente o necessário por dia”, descreve.

As adaptações tiveram que ser muito rápidas, e aprender a conviver em um país totalmente diferente ao nosso. “Desde o trânsito, pois eles conduzem pela direita os carros e o sentido das ruas também seguem pela direita. Outro aspecto muito evidente é o respeito por todos, principalmente pelo Rei, pois o país é uma monarquia, em todos os lados você encontra uma imagem e é reverenciada. Na religião também, eles são budistas, e todas as manhã fazem a reverencia e uma oferta, chegamos a ver até nos taxis. Os monges também se fazem presentes pelas ruas e todos os ajudam pois fizeram o voto de pobreza e assim o seguem fiéis. O respeito é muito grande e também a disciplina”, descreve.

Futuro

O atleta retornou ao Brasil com uma bagagem privilegiada – poucos tiveram a oportunidade – com o muay thai na técnica e no espírito. Desde que retornou muitos convites para ministrar aulas na região foram ofertados a qual o atleta ainda está analisando.

“Convites já surgiram, nesses primeiros dias em Corupá, mas primeiro preciso descansar e também treinar em casa e é claro matar a saudades que é muita de toda a família e amigos, a saudades foi a que mais pesava lá na Tailândia, mas é claro que vou analisar todas as propostas”, comenta.

Em Corupá o atleta pretende organizar um espaço maior para dar conta da demanda que está aparecendo, mas sem perder a qualidade. “Quero dedicar também as aulas em minha academia é a minha origem, e assim passar toda a minha experiência que adquiri”, explica.

Silva terá pela frente o compromisso de receber novamente o mestre Tang que virá ao Brasil final de maio e está previsto para estar em Corupá no final de julho quando ministrará um intensivo da arte marcial. “Será um momento para os atletas da região participar dos ensinamentos com um dos mestres mais conceituados da Tailândia e ele estará aqui novamente. E ainda o mestre tem um desejo para realizar, pois quando esteve no ano passado em Corupá, ficou admirado com o morro do Boi e descreveu que em sua cidade natal também haveria uma montanha parecida e pretende subir até o topo para admirar”, comentou

Outro projeto pela frente do atleta corupaense é para o próximo semestre que está programado a ida do seu filho Guilherme Jansen da Silva para a Tailândia fazer o mesmo percurso e assim seguindo os passos do pai.