Publicidade

Publicidade

Projeto maruim é apresentado a população de Corupá

Projeto maruim é apresentado a população de Corupá

Quem nunca sentiu algum desconforto com as picadas do maruim, inseto minúsculo, mas que deixa boas marcas. O maruim não vive apenas em zonas rurais: moradores das áreas centrais da região também lidam com esse problema. Porém as pesquisas mostram que o mosquito coloca os ovos em locais específicos, principalmente em áreas rurais, e este é o foco do combate.

Ao encontro disso, o Laboratório de Inovação desenvolvido através da parceria entre a Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (AMVALI) e o Consórcio Intermunicipal de Gestão Pública do Vale do Itapocu (CIGAMVALI), criou a fórmula de um ativo biológico que promete eliminar os focos de proliferação do inseto.

Esta fórmula foi apresentada na noite de quinta-feira, dia 25, nas dependências da Câmara Vereadores de Corupá, para cerca de 50 pessoas entre agricultores e comunidade em gral.

Durante o encontro, Gilmar Erzinger, cientista e responsável técnico do laboratório apresentou todas as etapas do projeto e suas peculiaridades. O projeto é resultado de uma pesquisa desenvolvida por Luiz Américo, que identificou os principais pontos de reprodução do inseto. A partir disso, novas pesquisas resultaram na criação do Controlador Bioativo do Maruim (CBO), produto bioativo, sem interferências no ecossistema e culturas rurais e que promete eliminar os focos de proliferação do maruim.

Segundo a pesquisa, o inseto se reproduz em ambientes alcalinos, encontrados facilmente em materiais orgânicos em decomposição, como por exemplo, caules de bananeira, esterco da produção de gado, suínos e aves, produção de hortaliças entre outros, por isso, cada propriedade terá um formato diferente de aplicação do ativo, de acordo com a cultura. “Num primeiro momento, selecionamos nove propriedades em toda a região que receberão os testes iniciais, já no mês de agosto. A partir disso, iniciaremos a distribuição do insumo junto as secretarias de agricultura de cada município e a capacitação dos produtores rurais, que serão responsáveis pela aplicação do CBO”, explica Gilmar Erzinger.

Este é o primeiro projeto desenvolvido pelo Laboratório de Inovação e conta com o financiamento de oito municípios: Jaraguá do Sul, Guaramirim, Barra Velha, Schroeder, Massaranduba, Corupá, Luiz Alves e São João do Itaperiú. O projeto, iniciou oficialmente em janeiro de 2019, e segue em ritmo avançado. Com treze anos de pesquisa, que culminou na tese de doutorado do cientista Luiz Américo, soma-se a décadas de pesquisa de outro cientista renomado: Gilmar Erzinger, PHD, especialista na área e que já coleciona diversos artigos internacionais e que assinará a produção Controlador Bioativo do Maruim (CBO). “A formulação apresentada será bioativa, e não terá nenhuma interferência no meio ambiente ou nas culturas rurais onde será aplicada”, Gilmar Erzinger, responsável técnico do laboratório.

Para o segundo semestre, os trabalhos estão concentrados na montagem do laboratório, instalado junto à Secretaria Municipal de Agricultura de Jaraguá do Sul, que contará com linha de produção do CBO, laboratório de análises e controle de pesquisas. “O laboratório será responsável pela preparação dos insumos, manuais de modos de aplicação e estabilização da formulação. Com capacidade de produção de até 100 mil litros por mês, o insumo será suficiente para suprir a demanda dos oito municípios envolvidos no projeto. O envase e a distribuição será realizada pela AMVALI, em parceria com as secretarias municipais de agricultura”, comenta Fenício Pires Junior consultor do Consórcio Intermunicipal CIGAMVALI.

O projeto já foi apresentado para os municípios de: Jaraguá do Sul, Guaramirim, Barra Velha, Schroeder, Massaranduba e Corupá. Na próxima semana será a vez de Luiz Alves e São João do Itaperiú.

Em Corupá

No município será a propriedade do agricultor Adolar Behnke, na localidade da Guarajuva que receberá os testes para controlar a praga. “Será disponibilizado uma quantidade desse produto para ser pulverizado nos pseudocaules das bananeiras que foram cortadas para retirada da fruta. Segundo os pesquisadores, tenho até uma semana após o corte. Usarei uma bomba manual para aplicar e tomaras que tudo dê certo, pois o inseto é um transtorno, principalmente nos finais de tarde quando a incidência é muito maior”, explica o agricultor.

Junior consultor do Consórcio Intermunicipal CIGAMVALI, explicou que aplicação deverá de iniciar em setembro e aponta que em dezembro já deverá de sentir uma diminuição significativa no inseto em toda a região.

Caramujo

O consultor do Consórcio Intermunicipal CIGAMVALI, Fenício Pires Junior, ainda comentou que após os trabalhos contra o maruim a entidade inicia os estudos para o controle do caramujo africano que está infestando a região e tão pouco tem um predador natural. O molusco invasor representa um ameaça à biodiversidade.