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Corupaense Eduardo Hermann conquistou a 7º posição na WorldSkills, a olimpíada mundial de profissões técnicas, na Rússia

Corupaense Eduardo Hermann conquistou a 7º posição na WorldSkills, a olimpíada mundial de profissões técnicas, na Rússia

A delegação brasileira de 63 jovens conquistou o terceiro lugar no ranking geral de pontos

Uma maratona de quatro dias de muitas provas, mas superadas pelo jovem corupaense de 22 anos Eduardo Hermann que conquistou a 7º posição na WorldSkills, a olimpíada mundial de profissões técnicas, que aconteceu na cidade Kazan, na Rússia. Ficando a frente de países como a Alemanha, França e da própria anfitriã.

A grandiosa cerimônia de entrega de medalhas e encerramento ocorreu, nesta terça-feira (27), na Arena Kazan, um dos estádios da Copa do Mundo realizada pela Rússia.

O jovem participou na ocupação Administração de Sistemas de Rede de TI (IT Network Systems Administration, em inglês). Os administradores de sistemas de rede de TI fornecem serviços de tecnologia da informação (TI) para garantir que os sistemas funcionem sem problemas e sem interrupções. Seu trabalho envolve a garantia de uma ampla gama de serviços, incluindo suporte ao usuário, design, solução de problemas e instalação, configuração e atualização de sistemas operacionais e dispositivos de rede.

Ele é um dos nove estudantes catarinenses que integraram a delegação brasileira, composta no total por 63 jovens de todo o país. Na classificação geral o Brasil ficou em terceiro lugar com duas medalhas de ouro, cinco de prata, seis de bronze, assim como 28 certificados de excelência, em áreas estratégicas para a indústria do futuro. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que é a instituição brasileira oficial na competição, treinou 56 jovens e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) foi responsável por outros sete.

Nesta edição, 1.354 jovens de 63 países participaram do torneio. A China, que sediará a próxima WorldSkills, em 2021, na cidade de Xangai, veio com força total e ficou em primeiro lugar no ranking de pontos totais. A Rússia, a anfitriã do torneio, abocanhou a segunda posição. A Coreia do Sul ficou em quarto. A delegação brasileira tem se estabelecido entre as equipes mais vitoriosas da competição. Foi a grande campeã quando o evento ocorreu em São Paulo, em 2015, pela primeira vez em um país da América Latina. Na última edição, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, alcançou o segundo lugar.

JDC – Como foram os dias de competição na WorldSkills?

Eduardo: A competição foi difícil, não pela parte técnica, mas também por questões de idioma, clima, comida, que influenciam no resultado final da competição, pois saímos de nossa zona de conforto para a competição, então devemos também estar preparados para esse tipo de situação.

JDC – Qual o sentimento após esse resultado?

Eduardo: O sentimento é de dever cumprido, apesar de não conseguir um pódio (1º, 2º ou 3º lugar), ficar em 7º colocado entre 28 países é sem dúvida uma façanha. Nessa competição medimos o nível da educação profissional dos países participantes, então ficar à frente de países como Alemanha, Rússia, França, entre outros, é sem dúvida um orgulho de ter representado nossa educação profissional a altura de países mais desenvolvidos que o Brasil

JDC – Como você se preparou para a competição?

Eduardo: treinamento de janeiro até agosto em Brasília, eu não tive residência fixa, ficava com meus pais, namorada muito pouco, apenas 2 dias em SC e logo após retornava à Brasília. Tudo para me preparar para a competição.

JDC – Qual o seu plano para o futuro?

Eduardo: Os planos futuros ainda estão sendo definidos, após o resultado nessa competição, novos horizontes começam a ser desenhados, novas oportunidades

Inicialmente vou continuar meus trabalhos no SENAI de Blumenau, foi onde deu-se início toda a jornada, desde 2017 na seletiva estadual, 2018 seletiva nacional para agora 2019 chegar a um 7ª lugar a nível mundial, dentre tantos jovens talentos profissionais que foram apresentados na competição, em Kazan.

JDC – Esse resultado reflete em qual perspectivas para o futuro do seu projeto?

Eduardo: Pegando como exemplos outros colegas que fiz durante esse tempo de competição, vários deles ficaram pelo caminho e já foram selecionados para empresas fortes do ramo tecnológico. Isso mostra que existe campo de trabalho, e a mão de obra de qualidade está escassa no mercado. Sem dúvida as chances de novas oportunidades serão bem-vindas.

JCD – Suas considerações!

Eduardo: Quero salientar todo apoio que recebo, de família, namorada, amigos. Sem eles nada disso poderia ser possível. E também dos professores e de toda instituição o SENAI, pois se eles nada disso seria possível. Obrigado!