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Todos contra o Aedes aegypti

Todos contra o Aedes aegypti

Foi encontrada a larva do mosquito em Corupá e é ligado o sinal de alerta e redobrado a necessidade de se manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos

Eliminar os criadouros do mosquito é o primeiro passo contra o Aedes aegypti. No estado já são 11 os municípios com alto risco de transmissão de dengue, febre de chikungunya e vírus da zika, informou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) na noite da última quinta-feira, dia 21. No ano passado, eram três. O levantamento foi feito com todas as cidades catarinenses consideradas infestadas pelo mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

A região do Vale do Itapocu, segundo a Dive-SC, considera de baixo risco, mas na semana passada o setor de Vigilância Epidemiológica de Corupá encontrou a larva do Aedes aegypti em uma das armadilhas instaladas no bairro Bomplandt, ligando o sinal de alerta e redobrando a necessidade de se manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos, recomendando à população que fique atenta e redobre os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito.

“É importante promover a limpeza de calhas, de piscinas, e de outros locais que possam acumular água, além de descartar corretamente o lixo”, afirma João Fuck, gerente de zoonoses da Dive.

Outro ponto importante: essa limpeza precisa ocorrer, pelo menos, uma vez por semana, isso porque os ovos do mosquito se transformam em adultos em aproximadamente sete dias. “Ao eliminar depósitos e recipientes que possam acumular água, ajudamos a evitar a proliferação do mosquito”, ressalta.

Situação

Até o momento, foram registrados 25.747 focos do mosquito Aedes aegypti. Eles estão concentrados em 184 municípios, dos quais 94 são considerados infestados. O Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado em novembro, indica que 11 municípios apresentam alto risco de transmissão de dengue, zika e febre de chikungunya; 39 apresentam médio risco e 44 apresentam baixo risco de transmissão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, conforme dados divulgados na quinta-feira, 21, no Boletim.

Até essa mesma data foram confirmados 1.898 casos dengue, desses, 1.689 são autóctones, 141 importados, 54 indeterminados (sem a definição do Local Provável de Infecção – LPI) e 14 em investigação de LPI.

Ações conjuntas e coordenadas entre diversos setores são fundamentais para o controle do mosquito Aedes aegypti no estado. “As ações precisam se estender ao longo do ano. Cada um fazendo a sua parte para garantir saúde para todos”, finaliza Maria Teresa Agostini, diretora da Dive/SC.

Prevenção

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica divulgou orientações para evitar a proliferação do mosquito:

  • evite usar pratos nos vasos de plantas – se usá-los, coloque areia até a borda;
  • guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • mantenha lixeiras tampadas;
  • deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • retire a água acumulada em lajes;
  • dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;
  • mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
  • denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • caso apresente sintomas de dengue, febre de chikungunya ou vírus da zika, procure uma unidade de saúde para o atendimento

Sintomas

De acordo com a Dive-SC, a dengue pode evoluir para a forma grave, especialmente se o paciente já teve a doença antes, e levar à morte. Os sintomas são: febre alta, dor atrás dos olhos, dor muscular intensa.

A febre de chikungunya é provocada por um vírus e causa dor nas articulações. Os sintomas são: febre alta, dor intensa nas articulações, que pode causar limitação de movimentos.

O vírus da zika causa infecção. Os sintomas são: febre baixa, manchas avermelhadas pelo corpo com coceira, inchaço nas articulações.

Nenhuma das três doenças têm tratamento específico. Geralmente, os médicos prescrevem remédios que aliviam os sintomas.