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Primeiro caso de febre amarela. Paciente está internado em estado grave

Primeiro caso de febre amarela. Paciente está internado em estado grave

Ainda não saiu resultado do exame no macaco encontrado morto no bairro Isabel, em dezembro do ano passado

O primeiro caso de febre amarela foi confirmado na quinta-feira (23), da semana passada. O paciente de São Bento do Sul, Jaime Cieslinski (48), está internado no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, unidade referência de infectologia no Estado. Ele não possui registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), sendo esta a única forma de prevenção contra a doença.

O estado de saúde do são-bentense continua grave, porém estável. Ele está sedado, respira sem a ajuda de aparelhos e vem sendo acompanhado por dois especialistas de São Paulo. Nos últimos dias, de acordo com a família, as melhoras foram notórias. O fígado e o pulmão já estão respondendo, apenas os rins ainda não estão funcionando bem. Se continuar desta forma, a chance é de que o tratamento perdure por mais duas ou três semanas, no máximo.

Mortes de macacos

A DIVE/SC também confirma a morte de um macaco (bugio) por febre amarela em São Bento do Sul. O animal foi encontrado no dia 10 de dezembro, na localidade de Rio Vermelho e o resultado foi divulgado pelo Instituto Carlos Chagas Fiocruz do Paraná, na quinta-feira, 23. Essa foi a sétima morte de macaco confirmada laboratorialmente pela doença em Santa Catarina em 2019.

Mais de 60 macacos morreram com suspeita de febre amarela em 2020, no Estado. As notificações dos óbitos estão concentradas nas regiões de saúde do Planalto Norte (nos municípios de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho) e Médio Vale do Itajaí (Pomerode, Blumenau e Timbó) e seguem em análise no mesmo Instituto, laboratório de referência para SC. Vale ressaltar que o macaco não é o transmissor da febre amarela e sim uma vítima, que é de certa forma um alerta.

“É importante que quem encontre um macaco morto ou doente notifique a secretaria municipal de saúde. São os macacos os primeiros a adoecerem por febre amarela e por isso sinalizam a presença do vírus na região”, explica Aysla Matsumoto, médica veterinária da DIVE/SC.

Em Corupá

No dia 26 de dezembro foi encontrado um macaco morto na localidade do Isabel e enviado amostra de sangue para o laboratório responsável. Segundo a Daiana Mahs de Freitas, enfermeira responsável pela vacinação no município, o resulta deve de ser concluído início de fevereiro.

“A amostra foi enviada somente início de janeiro e o resultado geralmente leva uns 30 dias para ser concluído”, explica.

Vacinação

A febre amarela é uma doença grave, transmitida por mosquitos em áreas silvestres e próximas de matas. A vacinação é a melhor forma de se proteger da doença. A vacina é gratuita. É importante ressaltar que a cobertura preconizada pelo Ministério da Saúde é de pelo menos 95% do público-alvo. Até o momento, a cobertura vacinal do Estado está em 84%, porém muitos municípios estão abaixo desse percentual.

No município a vacina está disponível no Posto de Saúde do centro. “Não paramos de vacinar e temos a vacina em estoque. Caso alguém não tenha recebido a vacina é só vir até a unidade. Vale também para as pessoas que não lembram de ter tomado a vacina, podem procurar a unidade que verificamos. Vamos aplicar o reforço da vacina contra a febre amarela em crianças até 04, pois é uma medida exigida pelo Ministério da Saúde”, explica Daiana Mahs de Freitas, enfermeira responsável pela vacinação no município.

A unidade no centro está atendendo em horário reduzido até dia 31 de janeiro que é das 7h às 12h45. Em fevereiro retorna em horário normal.

Casos suspeitos

Os dados registrados comprovam a circulação e expansão do vírus da febre amarela pelo território de Santa Catarina. Diante disso, é fundamental que os profissionais dos serviços de saúde estejam atentos para suspeitar da doença.

“A febre amarela é uma doença de evolução rápida. Quadro febril agudo de até 7 dias de duração acompanhado de dor de cabeça intensa, dor abdominal, manifestações hemorrágicas, icterícia e elevação das transaminases podem ser um sinal da doença. Por isso é importante solicitar os exames e seguir o fluxo de atendimento” alerta João Fuck, gerente de zoonoses da DIVE/SC.