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Maruim, um problema que atingem toda a região

Maruim, um problema que atingem toda a região

Controlador bioativo ainda está em teste. Cidade de Luiz Alves tem apresentado melhores resultados

Considerada uma das principais pragas que aflige a área rural de Corupá e região, atingindo tanto seres humanos, como animais, o mosquito maruim é alvo de uma pesquisa que pretende controlar o problema na sua origem.

Segundo a engenheira química do Consórcio Intermunicipal de Gestão Pública do Vale do Itapocu (Cigamvali), Débora Feder, a pesquisa ainda está na fase de experimento em 12 áreas distribuídas em oito municípios da região da Amvali (Jaraguá do Sul, Guaramirim, Massaranduba, Schroeder, Corupá, Barra Velha, São João do Itaperiú e Luís Alves).

“Em Luiz Alves o experimento está muito avançado e aumentando as áreas de aplicação, os resultados são positivos. Também está sendo feitas consultas nos outros municípios que compreendem o consorcio para que possamos aumentar ainda mais as áreas de aplicação do controlador biológico”, explica Débora Feder

A estratégia no combate do maruim consiste no uso de um controlador bioativo do maruim. O produto líquido, que interfere no desenvolvimento das larvas, não tem consequências para a saúde do produtor e de seus animais por ser orgânico, segundo Débora Feder, engenheira química do Consórcio. Inclusive pode ser pulverizado, sem o uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas.

Em Corupá há duas áreas de experimento, ambas bananiculturas. Segundo a engenheira química Débora Feder, o ciclo de inseto é de 30 a 45 dias e coloca aproximadamente 300 ovos.

Uma dela é do agricultor Heins Siewert, na localidade do Garrafão, no bairro Isabel, segundo o agricultor uma área próxima a residência foi escolhida para fazer o experimento. “O pessoal da Amvali mostrou como eu deveria aplicar o produto nos troncos das bananeiras que foram cortadas e desde então estou fazendo e optei até em ampliar um pouco a área”, explica.

Siewert também comentou que os técnicos vêm monitorando os locais das aplicações. “Os técnicos vêm e fazem as análises, medem o PH no local aplicado e se estiver muito alto indica que não faz o efeito, aqui tem apresentado isso e também não notamos muita diferença quanto aos insetos. Acredito que deveria aumentar o nível do concentrado do controlador bioativo do maruim”, comenta o agricultor.

Segundo o agricultor, o inseto tem incomodado, e muito durante os dias, dificultando o trabalho na lavoura e os momentos de descanso. “É complicado, tem dias que desanima pela quantidade de maruim, espero que esse produto ajude a diminuir esse incômodo pois os que mais sofrem são as crianças e idosos com as picadas”, completa Siewert

Segundo o engenho agrônomo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Corupá, Lucas Trevisan, estariam consultando produtores rurais para fazer a aplicação do controlador. “Na semana passada iniciamos a consulta, estamos enfrentado uma resistência, mas estamos organizando uma área fechada, com exemplo uma rua para que todos façam juntos a aplicação e daí termos um resultado de como se comporta o controlador”, explica.

Onde o maruim se reproduz

Somente a fêmea do inseto que se alimenta de saguem e após a picada está pronta para depositar os seus 300 ovos, o ciclo de vida é entre 30 a 45 dias. O macho por sua vez só se alimenta da seiva de plantas.

A Pesquisa apontou que o maruim se reproduz em ambientes alcalinos, encontrados facilmente em materiais orgânicos em decomposição, como por exemplo, caules de bananeira, esterco da produção de gado, suínos e aves, produção de hortaliças entre outros, por isso, a aplicação em áreas rural e que também há maior incidência do inseto.

Controlador bioativo do maruim

Ainda não batizado oficialmente, o controlador bioativo do maruim é chamado informalmente de CBM e seus testes de campo iniciaram em julho.

Atualmente o laboratório, instalado em Jaraguá do Sul, tem capacidade para produção em escala, podendo chegar a 10 mil litros por dia, do produto concentrado.

Um litro do bioativo pode ser diluído em até 20 litros de água. Quanto a área abrangente varia de acordo com o plantio, o indicado pelos pesquisadores seria 100 metros ao redor da residência de cada produtor rural.