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BOCA LIVRE – 15/05/2020

BOCA LIVRE – 15/05/2020

Coronavirus X Desemprego

A flexibilização do distanciamento social e o retorno gradual de várias atividades econômicas não frearam a curva do desemprego em Santa Catarina desde o início da pandemia do novo coronavírus. Na terceira rodada de uma pesquisa que mapeou os impactos da crise na economia catarinense, o Sebrae-SC apontou, na tarde desta terça-feira (12), que o número de demissões no Estado saltou de 406,1 mil, na medição feita entre os dias 13 e 14 de abril – foi a semana que culminou com a reabertura da maior parte do varejo –, para 530,2 mil em um levantamento realizado entre 2 e 6 de maio. Foram 124,1 mil postos de trabalho dizimados em apenas 19 dias.

Coronavirus X Desemprego II

A pesquisa, que contou com a parceria da Fiesc e da Fecomércio, foi feita a partir de uma amostra de 2.547 entrevistas com empresários de 177 cidades, e os resultados foram projetados em um universo de cerca de 856 mil negócios.

Coronavirus X Empresas

Segundo ainda a pesquisa, 86,7% das empresas no estado já estão em atividade após a flexibilização das medidas de isolamento social impostas pelo Governo de Santa Catarina. Porém, 41,7% estão com redução na produção, 22% com mudança no funcionamento, 12,4% ainda aguardam liberação, e 0,9% fechou as portas e não volta a funcionar.

Coronavirus X Empresas II

Os setores de comércio e os serviços foram fortemente impactados com a suspensão total ou parcial das atividades. Com a política de distanciamento e isolamento social, 20% das empresas do setor de serviços estão temporariamente fechadas e 1,2% não deve mais abrir as portas. Já no comércio, 92% dos estabelecimentos estão mantendo algum nível de atividade.

Recuperação de crédito

Temendo o aumento da restrição ao crédito em consequência da pandemia do coronavírus, o senador Dário Berger (MDB-SC) propõe um plano de acesso a empréstimos a pessoas físicas e jurídicas que atualmente enfrentam restrições cadastrais. Segundo o projeto, apresentado por ele, por meio de nova linha de crédito, os devedores terão desconto de 80% no pagamento das dívidas que geraram a negativação de seus nomes. O texto obriga as empresas operadoras dos sistemas de proteção ao crédito a fornecer por via eletrônica, sob pena de multa de R$ 1 mil por pessoa não atendida, os dados referentes às restrições cadastrais dos inadimplentes.

Linha

Cada beneficiado pela nova linha de crédito terá direito a R$ 2 mil a serem pagos em 24 meses, com garantia do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou do Fundo de Garantia de Operações (FGO) do Banco do Brasil. “Com restrições de crédito, a maioria das famílias brasileiras não consegue recursos para consumir, estagnando a economia, fechando empresas e aumentando o desemprego”, explica Dário Berger na justificativa do projeto.

Melhor prefeito

O Portal Prefeitos.org divulgou esta semana avaliação feita por internautas dos prefeitos de todo o Brasil. O site faz um comparativo geral e outro de cada estado mostrando quem são os melhores avaliados e os piores com base em notas dadas pelos internautas. O prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli (MDB), possui uma das melhores notas entre os prefeitos do país, com 2.230 avaliações e uma nota média de 4.5, de uma pontuação máxima de 5 pontos. O prefeito de Guaramirim Luís Antônio Chiodini (PP) também aparece entre os melhores avaliados do Estado com 4.3 pontos de 159 avaliações.

Piores prefeito

Na mesma avaliação, o portal aponta o prefeito de Joinville Udo Döhler (MDB) com uma das piores médias de avaliação dos internautas com apenas 1.2 pontos de 539 avaliações, ficando atrás inclusive do prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB), com 1.4 pontos de 1.788 avaliações.

Auxílio emergencial 

Criado para aliviar a perda de renda da população afetada pela crise econômica gerada pela covid-19, o auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) poderá ser mantido após o fim da pandemia. A afirmação é do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, que participou segunda-feira (11) de transmissão ao vivo promovida pelo banco BTG Pactual.

Financiamentos

Em relação ao programa de ajuda para microempresas, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa disse que os financiamentos para o setor poderão ser destravados com a sanção da lei que permite a utilização do Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil, para cobrir possíveis inadimplências nos empréstimos.

Financiamentos II

Segundo Costa, o governo injetará R$ 15 bilhões no FGO, aumentando o orçamento do fundo para até R$ 18 bilhões. Esse fundo cobrirá até 85% da perda que eventualmente deixar de ser paga às instituições financeiras que emprestarem às micro e pequenas empresas.

Financiamentos III

Sobre as médias empresas, o secretário disse que o governo pretende lançar o novo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e ampliar o escopo do fundo, que passará a cobrir o calote não só de investimentos, mas de linhas de crédito de capital de giro. Segundo Costa, o governo pretende aportar R$ 20 bilhões no fundo.