Publicidade

Publicidade

Transfusão de sangue em Pets

Como na medicina humana, a transfusão de sangue em animais também é comum. Transfusões sanguíneas fazem parte do tratamento de diversos problemas, como insuficiência renal, doença do carrapato e verminoses. Em São Paulo existem vários bancos de sangue, e um cadastro de animais doadores mantido por clínicas veterinárias.

De acordo com o médico veterinário responsável por uma dessas clínicas da Capital, são cerca de 20 animais – entre cães e gatos – cadastrados e aptos a doarem sangue de forma regular. ‘Para evitar o estoque de sangue, os animais doadores apenas são solicitados em casos de emergência. É importante a conscientização dos proprietários de animais para a doação, pois não há contraindicações para um animal saudável doar sangue’, informa o veterinário

O doador canino deve ter entre um e oito anos, ser castrado, pesar mais 25kg, ser vacinado, livre de parasitas e testado para algumas doenças infectocontagiosas. O volume a ser doado por um cão pode chegar a 450ml ao mês. Felinos devem ter entre um e seis anos e preferencialmente pesar mais de 4,5 quilos, o volume doado pode chegar a 70 ml a cada 30 dias.

‘O sangue é colhido da veia jugular, normalmente sem necessidade de sedação, em bolsas próprias com anticoagulantes’, destaca o veterinário. Após a transfusão, segundo ele, os sintomas de melhora são evidentes, mas os resultados podem ser mais bem avaliados com a realização de um hemograma 24 horas após a transfusão. O custo por transfusão varia.

Os gatos têm três tipos sanguíneos (A, B e AB) e só podem receber sangue compatível com o seu. Já o sangue canino é classificado em oito grupos. Numa primeira transfusão, cães podem receber sangue de qualquer doador saudável. A chance de ocorrer uma reação é baixa. A partir da segunda transfusão, o cão só pode receber sangue compatível com o seu. Fica aí a dica para nossa região um banco de dados de cães cadastrados que possam doar sangue caso outro necessite.