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INSTITUTO CARLOS RUTZEN – A VIDA É FEITA DE HISTÓRIAS

INSTITUTO CARLOS RUTZEN – A VIDA É FEITA DE HISTÓRIAS

Visitamos o belo espaço que mexe com a curiosidade das pessoas

Vai ser um restaurante. Vai ser um hotel. Vai ser pousada. Foram tantas as opiniões que resolvemos visitar, conhecer e trazer em primeira mão, o que é aquele belo espaço localizado na Vila Rutzen, e que não raro, é fotografado e usado como cenário para nossos visitantes.

Fomos recebidos pelo excelente anfitrião e proprietário do empreendimento, Sr. Carlos Dieter Werner, ex-vice-prefeito e ex-prefeito de Corupá, que hoje só tem olhos para o seu Instituto Carlos Rutzen.

Nascido de uma ideia de reunir informações e documentos, inicialmente de sua família, o Instituto hoje é uma referência por manter em seus arquivos um bom acervo da história de Corupá, um acervo com algo entre quarenta e cinquenta fotografias, além de vídeos e áudios.

Preservação da memória

Quem visita e conhece o espaço respira história nos pequenos detalhes que vão desde o nome do Instituto, que é o do avô de Dieter, passando pela praça do outro lado da rua e que leva o nome de Praça dos Imigrantes, em homenagem aos primeiros moradores ou passantes daquela região. Sobre esta praça inclusive está previsto ser erguido um monumento em homenagem à estas pessoas, de quem Dieter tem os nomes e algumas fotos. Neste ponto Dieter se emociona e cita diversos nomes de pessoas que deixaram suas contribuições para a nossa história, e explica que dentre os projetos do Instituto, está elaborar um pequeno resumo destas famílias que iniciaram a nossa história. “Este trabalho é fruto de mais de vinte anos de pesquisa e de coleta de informações e fotos.”, exulta Dieter.

O Instituto já vem mostrando alguns trabalhos e dentre eles está o livro resgatando a história do pai do Dieter, e está em montagem o livro resgatando a história de sua mãe e na sequência os livros dos avós maternos e paternos, com preciosidades como os cartões postais apaixonados trocados entre eles.

Dieter não pretende montar um museu porque seu objetivo não é guardar peças antigas, ele acredita estar dando os primeiros passos para a criação de um arquivo histórico, resgatando documentos, filmes, áudios e fotos antigas, tomando cuidado em reproduzir os nomes ou circunstâncias em que foram produzidos.

Fomento à cultura

Com este empreendimento Dieter acredita estar ajudando a fomentar a cultura em Corupá, setor que sempre foi deixado de lado. Com este propósito outras ações estão sendo tomadas pelo Instituto e dentre elas pode-se mencionar a cessão do espaço para recepcionar alunos que participaram da Semana da Cultura Alemã, o patrocínio da Jazz Band em uma turnê pelo oeste catarinense e a publicação de mais uma edição da revista Expressão Livre.

Num espaço onde se respira a cultura, Dieter apresenta cada uma das construções e a finalidade com que foi restaurada ou reformada.

Chamando a atenção para o fato de que é um espaço particular, Dieter deixa claro que os pedidos para visitação ou utilização serão analisados e concedidos, ou não. Dentre os espaços temos um restaurante que pode acomodar mais de cento e cinquenta pessoas e no mesmo imóvel, uma cozinha e uma churrasqueira dimensionadas e com equipamentos modernos, para produzir alimento para este público. Ainda neste espaço acontecerá uma divisão, criando um espaço para bate-papo e reunião de amigos.

O imóvel principal, em dois andares, tem no térreo o escritório onde funcionam, além do setor administrativo, o de criação ou técnico. No piso superior está o acervo da família, reunindo algumas peças antigas.

Os outros dois imóveis ainda não têm definido sua destinação, mas foram restaurados. E novamente Dieter revela mais um pedaço de história ao contar que naquele local foi onde o Sr. Armindo Bosse deu seus primeiros passos como açougueiro.

Como pode ser visto, é um belo projeto e que ainda pode crescer. “Um país sem cultura é um país que não conhece a sua memória”