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ATENDIMENTO DIFERENCIADO AUMENTA A PROCURA PELA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO DE CORUPÁ

ATENDIMENTO DIFERENCIADO AUMENTA A PROCURA PELA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO DE CORUPÁ

De acordo com números fornecidos pela secretaria municipal de saúde, o número de procedimentos realizados junto da população nos últimos dois meses, período já sob a nova administração do Pronto Atendimento (P.A.) 24 horas de Corupá pelo Instituto Civitas, saltou dos 2.619 procedimentos realizados em agosto para os 9.096 verificados em outubro. São números que preocupam a secretaria pois diminuem o atendimento nos ESF e sobrecarregam a unidade.

Segundo a secretária interina de saúde Jussara de Carvalho, esse aumento significativo de atendimentos no PA se deve a dois fatores, o primeiro pela curiosidade da população em saber como está a unidade de saúde agora que é administrada por outra entidade, deixando de procurar os postos para o atendimento que não é emergencial. O outro fator é que o número de funcionários do Pronto Atendimento passou de 15 em agosto para 25 em setembro, com a nova administração.

Jussara comenta que a secretaria faz o acompanhamento constante do P.A., sendo realizadas reuniões periódicas com a direção da unidade para se inteirar do andamento dos trabalhos efetuados. Além disso, agora que o sistema do Pronto Atendimento está interligado com os ESF, facilita também o acompanhamento em tempo real dos atendimentos à população, tanto nas unidades de saúde quanto no P.A. “Esperamos que nos próximos meses o atendimento se normalize, já que o Pronto Atendimento deve ser utilizado pela população para o atendimento de urgência e emergência. Nos demais casos, a população deve procurar um dos quatro postos de saúde de nosso município”, alerta Jussara.

Saiba a diferença entre Urgência e Emergência

Urgência e emergência são dois termos usados na área da medicina, sendo que os seus respectivos significados costumam se confundir entre si. Urgência é quando há uma situação que não pode ser adiada, que deve ser resolvida rapidamente, pois se houver demora, corre-se o risco até mesmo de morte. Emergência é quando há uma situação crítica, com ocorrência de grande perigo.

No âmbito da medicina, a emergência é a circunstância que exige uma cirurgia ou intervenção médica de imediato, por isso, em ambulâncias está geralmente escrito emergência e não urgência.  Na medicina, ocorrências de caráter urgente necessitam de tratamento médico e muitas vezes de cirurgia, possuindo o caráter imediatista e emergencial, pois pode haver risco de morte.

A diferença principal entre as duas palavras concentra-se mais no campo da medicina, como por exemplo hemorragias, parada respiratória e parada cardíaca são emergências. Por outro lado, luxações, torções, fraturas graves, e dengue, por exemplo, são consideradas como situações de urgência.

Outro ponto é que nas emergências o aparecimento é súbito e imprevisto e exige solução imediata, e urgência não, pois apesar de ser em curto prazo, havendo apenas premência ou insistência de solução, porém ambas são muito perigosas.

Protocolo de Classificação de Risco

Os serviços de emergência representam parcela importante da porta de entrada ao sistema de saúde, pois, parte da população busca essas unidades para resolução de problemas de menor complexidade, ocasionando superlotação nesses serviços, uma realidade presente no cenário internacional e no Brasil. Para atender essa demanda das unidades de emergência, uma das ações da Política Nacional de Humanização (PNH) e do QualiSUS inclui a implementação, nas unidades de saúde, do acolhimento e triagem classificatória de pacientes, priorizando o atendimento de acordo com a gravidade do caso e não mais por ordem de chegada, identificando pacientes em condições de urgência ou emergência, e organizando o fluxo de atendimento.

Outros números da saúde

Um dos números que aumentou foi o de pacientes de outros municípios que procuram a unidade representando dez por cento dos atendimentos efetuados. Este número é explicado pelo sistema “SUS Porta Aberta” que é universalizado, causando a obrigatoriedade de atendimento de qualquer cidadão que deste serviço necessite, independente, da cidade de origem

Jussara chama a atenção para um dado que também vem preocupando a secretaria, o de corupaenses que têm consultas agendadas para fora do município com especialistas e que faltam sem avisar, tirando a vez de outras pessoas que poderiam ser chamadas no lugar, além de em alguns casos, onerar o município que deve pagar pela consulta, mesmo que ela não seja realizada.

“O comparecimento às consultas e procedimentos marcados com antecedência é muito importante e caso a pessoa não for comparecer que avise com antecedência para que seja marcada a consulta ou procedimento para outra pessoa”, destaca a secretária.

Desde que o P.A. trocou sua administração, a unidade já realizou mais de 50 procedimentos de pequenas cirurgias, permitindo estimar que a fila de espera de 350 pacientes possa ser zerada até o final de maio de 2019, não sendo descartada a realização de um mutirão de pequenas cirurgias, que antecipe esta data.