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SECRETÁRIO PRETENDE DIVERSIFICAR AS OPÇÕES DE TRABALHO E RENDA

SECRETÁRIO PRETENDE DIVERSIFICAR AS OPÇÕES DE TRABALHO E RENDA

Nesta semana foi a vez do secretário de desenvolvimento econômico Cristiano Felipe Hack apresentar suas projeções para este ano. Administrando uma pasta que reúne indústria, comércio, serviços, agricultura e meio ambiente, Cristiano tem muito o que fazer e não nega o tamanho do desafio que deve ser cumprido tendo um orçamento reduzido, assim como a sua equipe que ele, no entanto, considera competente e capacitada para o alcance das metas.

A agricultura

O secretário declara que uma das surpresas foi a agricultura que ele julgava estruturada e em condição de seguir por si e que na prática consumiu uns dois meses de seu tempo quando assumiu a secretaria. “Inicialmente eu precisei aprofundar meus conhecimentos sobre o setor e promover os ajustes necessários, neste caminho considero fundamental o gabarito do pessoal que trabalha na secretaria e a colaboração da ASBANCO-Associação dos Bananicultores de Corupá”, analisa Cristiano.

Uma das demandas criadas para Corupá é sobre a piscicultura e a inclusão do município na Rota da Tilápia. Este processo, neste momento, está recebendo análise de diversos setores garantindo que as normas legais e sanitárias sejam conhecidas e acatadas, evitando penalizações ao produtor. Sobre o abate, que é um dos problemas, Cristiano esclarece que existem três abatedouros de tilápia na região: um em Jaraguá do Sul, outro em Massaranduba e mais um recém-inaugurado em Schroeder.

Outro ponto que tem tomado tempo é a recente conquista da IG-Indicação Geográfica da banana que deve ser desenvolvido e aproveitado pelos bananicultores e pela cidade. Sobre este assunto a secretaria tem mantido diversas conversas com a ASBANCO visando um plano de ações compatível com a importância do selo e que inclusive possibilitem a proteção do preço da fruta, que inegavelmente atinge a economia de Corupá.

Indústria, comércio e serviços

No ano passado aconteceu um intenso trabalho de articulação, envolvimento, estudo e ajuda para as empresas na identificação de locais para sua instalação e identificação de mão de obra. Como fruto deste esforço, duas novas empresas se instalaram em Corupá, e outra, que estava saindo de nossa cidade, mudou de ideia com a disponibilização de um outro espaço maior. Estas empresas proporcionaram um incremento no uso de mão de obra, aumentando a oferta de emprego com a necessidade de contratação de cem colaboradores ainda neste ano, dobrando a capacidade de funcionários atuais. Atualmente Cristiano está em conversação com mais três empresas e tem esbarrado na falta de mão de obra, “hoje podemos afirmar que em Corupá não trabalha quem não quer, além da agricultura temos diversas empresas instaladas que sofrem na captação da mão de obra e uma prova disso é o banco de mão de obra mantido pela ACIAC-Associação Empresarial de Corupá, com alguns tipos de profissionais em falta”, explica Cristiano que prossegue “e nem falo de especialização pois diversos cursos técnicos são ofertados e alguns são deficitários em participantes, sejam cursos do SENAC, SENAI, SENAR, entre outros”.

Se a indústria tem facilidade em encontrar local para a sua instalação, o mesmo não se pode afirmar sobre o comércio que precisa de localização e tamanho específicos, além de facilidade de estacionamento. Cristiano acredita que a próxima área a se desenvolver e atrair investidores seja a João Tozini “a João Tozini vai receber um posto de saúde e um mercado de grande porte, passando a ver aumentada a circulação de consumidores em potencial, e atraindo os olhares de investidores”, exulta o secretário.

A luta contra o Maruim

Ao contrário do que se imagina o trabalho não está interrompido e tem sido desenvolvido a muitas mãos pois esta praga ultrapassou os limites de Corupá e atinge outros municípios da região. Cristiano explica que o trabalho está sendo desenvolvido pela AMVALI-Associação dos Municípios do Vale do Itapocú e atualmente está em fase de montagem do laboratório necessário para o avanço dos estudos e pesquisas visando dar um basta ao inseto.

Hoje(01) acontece uma reunião na Amvali para tratar deste assunto, e Cristiano explica que alguns equipamentos já foram doados para o laboratório e o processo neste momento está paralisado em função da troca de governo, mas que em aproximadamente trinta dias os trabalhos sejam retomados. “Uma das certezas de que o maruim está com os dias contados é de que hoje temos o engajamento de outros setores como o de saúde, com o problema sendo tratado também a nível de estado”, explicou Cristiano, “queremos alcançar o mesmo sucesso do enfrentamento ao borrachudo que apesar de ainda não ser o ideal,  hoje permite afirmar que ele está sendo combatido e controlado”, finalizou ele.